A Operação Feudo continua repercutindo nesta quarta-feira (23), um dia após a ação da Polícia Civil e do Ministério Público da Paraíba contra uma organização criminosa investigada por expulsar famílias de suas residências em Bayeux.
Segundo as investigações, mais de 250 famílias teriam sido obrigadas a abandonar imóveis após ameaças e episódios de violência armada.
Depois da saída dos moradores, integrantes do grupo investigado teriam assumido o controle das propriedades e se apropriado de objetos deixados nas residências.
A investigação também apura suspeitas de agiotagem, extorsão, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.
Nesta quarta-feira, o delegado-geral da Polícia Civil da Paraíba, Cristiano Santana, afirmou que o nome de uma secretária municipal foi citado durante depoimentos colhidos no decorrer das investigações.
A Operação Feudo também teve entre os alvos agentes públicos ligados à administração municipal, segundo informações divulgadas sobre a investigação. A citação ou condição de alvo de uma medida investigativa, por si só, não representa condenação ou comprovação de participação nos crimes apurados.
A Prefeitura de Bayeux já se manifestou sobre o caso e afirmou confiar nas instituições responsáveis pelas investigações, defendendo o respeito ao contraditório, à ampla defesa e à presunção de inocência.
A operação é realizada pela Polícia Civil da Paraíba em conjunto com o Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público da Paraíba.
As investigações continuam para identificar a participação individual dos suspeitos, rastrear movimentações financeiras e tentar recuperar imóveis que teriam sido tomados das famílias.




