Ministro Joel Ilan Paciornik considerou que existem fundamentos concretos para a manutenção da prisão preventiva do investigador, suspeito de envolvimento com organização criminosa
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu manter a prisão preventiva do investigador da Polícia Civil da Paraíba Everton Rychelyson da Silva Aires, conhecido como “Bomba”, um dos investigados na Operação Perfidus. A decisão foi proferida nesta terça-feira (20) pelo ministro Joel Ilan Paciornik, que rejeitou o pedido apresentado pela defesa para revogar a medida cautelar.
A Operação Perfidus, conduzida pela Polícia Civil e pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB), investiga a suposta participação de integrantes das forças de segurança pública em atividades relacionadas a organizações criminosas. As apurações buscam esclarecer possíveis vínculos entre agentes públicos e grupos envolvidos em práticas ilícitas no estado.
No decorrer das investigações, a Justiça paraibana também determinou a prisão do delegado Braz Morroni, apontado como outro investigado no âmbito da operação. O caso ganhou repercussão pela suspeita de envolvimento de profissionais responsáveis pela segurança pública em atividades criminosas.
Ao recorrer ao STJ, os advogados de Everton Rychelyson sustentaram que não existiriam mais fundamentos suficientes para justificar sua permanência na prisão. A defesa classificou a manutenção da medida como um possível constrangimento ilegal e solicitou sua revogação.
Entretanto, ao analisar o pedido, o ministro Joel Ilan Paciornik entendeu que a prisão preventiva continua amparada em elementos concretos apresentados durante as investigações. Segundo a decisão, existem indícios de que o policial civil teria participação em uma organização criminosa estruturada, além de circunstâncias que indicariam risco de repetição das condutas investigadas.
O magistrado também destacou a gravidade do suposto esquema criminoso, especialmente diante das suspeitas de utilização da estrutura do Estado para facilitar ou executar atividades ilícitas. Esses elementos foram considerados relevantes para justificar a continuidade da medida cautelar.
Com a decisão, Everton Rychelyson da Silva Aires permanecerá preso preventivamente, enquanto o processo segue seus trâmites judiciais. A manutenção da prisão não representa condenação definitiva, e os fatos investigados ainda deverão ser analisados pela Justiça, com garantia do direito à defesa.
A Operação Perfidus continua sendo acompanhada pelas autoridades responsáveis, que apuram a possível atuação de agentes públicos em organizações criminosas e eventuais responsabilidades individuais dos envolvidos.




