Polícia Civil deflagra megaoperação com 12 mandados de prisão para investigar morte do empresário Glicério Feitosa

Ação realizada nesta quarta-feira (28) mobiliza equipes policiais em três bairros de João Pessoa e busca esclarecer homicídios, incluindo o assassinato do empresário e ex-candidato à Prefeitura de Bayeux.

A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (28), uma megaoperação para investigar crimes de homicídio na capital paraibana. Entre os casos investigados está o assassinato do empresário Glicério Oliveira Feitosa, morto a tiros em maio deste ano, no bairro do Geisel, em João Pessoa.

A ofensiva policial prevê o cumprimento de 18 mandados judiciais, sendo 12 de prisão. As diligências estão concentradas nos bairros do Cristo, Paratibe e Jardim Cidade Universitária, onde equipes da Polícia Civil realizam buscas para localizar suspeitos e reunir elementos que contribuam para o avanço das investigações.

O empresário Glicério Feitosa foi assassinado na tarde do dia 14 de maio de 2026, em frente a uma loja de veículos localizada no bairro do Geisel. Conforme as informações apuradas na época, dois homens chegaram ao estabelecimento em uma motocicleta. Um dos ocupantes desceu do veículo e efetuou diversos disparos de arma de fogo contra a vítima, que não resistiu aos ferimentos.

A morte do empresário provocou repercussão no cenário político e empresarial da Paraíba. Glicério havia disputado a Prefeitura de Bayeux nas eleições municipais de 2024, pelo Partido Novo, e era conhecido por sua atuação em diferentes segmentos da economia.

Natural do município de Parambu, no Ceará, Glicério construiu parte de sua trajetória empresarial na Paraíba, com investimentos nos setores alimentício e de transportes. Em 2023, recebeu o título de cidadão paraibano durante sessão na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), como reconhecimento por sua contribuição ao desenvolvimento econômico do estado.

A operação desta quarta-feira representa uma nova etapa das investigações sobre o assassinato. A expectativa é de que o cumprimento dos mandados contribua para identificar os envolvidos, esclarecer a dinâmica do crime e apontar possíveis responsáveis por sua execução e planejamento.

Até a divulgação das informações iniciais, a Polícia Civil não havia detalhado o número de prisões efetivamente realizadas nem apresentado informações sobre a possível motivação do homicídio. As investigações continuam em andamento.

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