O Superior Tribunal de Justiça decidiu manter a prisão do cantor João Lima, investigado por tentativa de feminicídio contra a ex-esposa, a médica Raphaella Brilhante. A decisão foi assinada pelo ministro Carlos Pires Brandão, que rejeitou o pedido de soltura apresentado pela defesa.
Preso desde janeiro no Presídio do Róger, em João Pessoa, o artista havia recorrido ao STJ após ter um habeas corpus negado na Justiça da Paraíba.
Na solicitação, os advogados argumentaram que a prisão preventiva não seria necessária e questionaram a decisão anterior, alegando ausência de urgência no caso. A defesa também afirmou que o investigado estaria cumprindo medidas protetivas.
Ao analisar o pedido, o ministro entendeu que não há, neste momento, elementos suficientes para reconhecer ilegalidade evidente na prisão. Segundo ele, decisões liminares desse tipo só são concedidas em situações claras, o que não foi verificado na análise inicial.
Com isso, o magistrado determinou a solicitação de mais informações ao Tribunal de Justiça da Paraíba antes do julgamento definitivo do caso.
Até lá, a prisão do cantor permanece mantida. O processo segue em tramitação no STJ, sem previsão para análise do mérito.




