Dólar cai e Bolsa sobe após inflação desacelerar e avanço de negociações entre EUA e Irã

Mercado reage aos dados do IPCA de maio e ao otimismo internacional com a possibilidade de um acordo para encerrar o conflito envolvendo Estados Unidos e Irã.

O mercado financeiro iniciou esta sexta-feira (12) em clima de otimismo. O dólar voltou a operar em queda frente ao real, enquanto a Bolsa de Valores registrou alta, impulsionados tanto pela divulgação dos novos dados da inflação brasileira quanto pelas expectativas de um acordo diplomático entre Estados Unidos e Irã.

Por volta das 10h36, a moeda norte-americana recuava 0,52%, sendo negociada a R$ 5,072. Já o principal índice da Bolsa brasileira avançava 0,57%, alcançando 172.490 pontos.

O movimento dá continuidade ao desempenho positivo observado no pregão anterior. Na quinta-feira (11), o dólar fechou em forte queda de 1,33%, cotado a R$ 5,099, enquanto o índice da Bolsa avançou 1,7%, encerrando o dia aos 171.497 pontos.

No cenário doméstico, os investidores repercutem os números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação oficial do país registrou alta de 0,58% em maio, abaixo dos 0,67% observados em abril, sinalizando uma desaceleração no ritmo de aumento dos preços.

No exterior, o mercado acompanha as movimentações diplomáticas envolvendo Estados Unidos e Irã. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo para encerrar o conflito entre os dois países estaria próximo de ser formalizado.

Em publicação nas redes sociais, Trump declarou que os principais pontos do entendimento teriam sido aprovados pelas partes envolvidas e que os ataques previstos contra Teerã foram cancelados. Apesar das declarações, autoridades iranianas ainda não confirmaram oficialmente a existência de um acordo definitivo.

A expectativa de uma solução diplomática reduziu a aversão ao risco nos mercados internacionais, favorecendo ativos considerados mais arriscados, como ações e moedas de países emergentes.

O reflexo também foi observado no mercado de petróleo. O barril do petróleo Brent, referência internacional, registrava queda de aproximadamente 4,6%, sendo negociado próximo de US$ 88. Já o petróleo WTI, referência norte-americana, recuava cerca de 4,2%, para a faixa de US$ 86 por barril.

Nos Estados Unidos, os principais índices de Wall Street encerraram o último pregão em forte alta. O S&P 500 avançou 1,75%, o Nasdaq subiu 2,54% e o Dow Jones registrou valorização de 1,86%.

No mercado de juros, as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) também apresentaram queda, acompanhando o movimento de redução dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos.

Analistas avaliam que a combinação entre inflação doméstica desacelerando, expectativa de redução das tensões geopolíticas e melhora do ambiente externo contribui para fortalecer o apetite dos investidores por ativos brasileiros.

Apesar do cenário positivo, o mercado segue atento aos próximos desdobramentos das negociações entre Estados Unidos e Irã, bem como aos indicadores econômicos que poderão influenciar as decisões de política monetária no Brasil e no exterior.

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