O Tribunal do Júri de João Pessoa condenou, nesta quinta-feira (11), Yuri Coutinho pela morte da então namorada, Luanna Alverga, ocorrida em junho de 2017, no bairro do Róger. Após mais de nove horas de julgamento, os jurados acolheram a tese apresentada pelo Ministério Público e reconheceram a prática de homicídio com dolo eventual.
Com a decisão, Yuri foi condenado a seis anos de prisão em regime semiaberto. O entendimento do júri foi de que o acusado assumiu o risco de produzir o resultado ao manusear e apontar uma arma de fogo em direção à vítima.
Durante o julgamento, a defesa sustentou que o disparo teria ocorrido de forma acidental. Segundo os advogados, Yuri acreditava que a espingarda estava descarregada no momento em que ocorreu o fato.
Já a promotoria argumentou que o comportamento do acusado demonstrava a assunção do risco de provocar a morte, tese que acabou sendo acolhida pelos jurados.
Após a sentença, a defesa afirmou que considerou a decisão parcialmente favorável, destacando que a pena aplicada corresponde ao mínimo previsto para o enquadramento jurídico reconhecido pelo tribunal.
Relembre o caso
O crime ocorreu durante uma comemoração de aniversário realizada em uma residência no bairro do Róger, em João Pessoa. Na ocasião, Luanna Alverga, que tinha 20 anos, foi atingida por um disparo de espingarda efetuado pelo namorado.
Após o ocorrido, Yuri Coutinho se apresentou à Polícia Civil e admitiu ter realizado o disparo. Em depoimento, afirmou que acreditava que a espingarda calibre 22 estava descarregada. Segundo sua versão, a arma pertencia a um tio e estava guardada em um dos quartos da residência onde acontecia a festa.
Durante as investigações, o Ministério Público requereu a manutenção da prisão preventiva do acusado e solicitou a realização de diversas perícias, incluindo exame cadavérico, teste toxicológico e reconstituição dos fatos.
Os laudos produzidos pela Polícia Científica tiveram peso importante no processo. De acordo com a perícia, o disparo não poderia ser considerado acidental do ponto de vista técnico, uma vez que houve acionamento do gatilho da arma. O exame também apontou que o tiro foi efetuado a curta distância da vítima.
Com a condenação definida pelo Tribunal do Júri, o caso chega a um desfecho judicial em primeira instância após quase nove anos do crime que chocou a população paraibana.




