Mercado financeiro mantém projeção da Selic em 14% para o fim de 2026, aponta Focus

Expectativas para os próximos anos permanecem elevadas, enquanto Banco Central reforça cautela diante do cenário econômico e da trajetória da inflação.

O mercado financeiro manteve a expectativa de que a taxa básica de juros da economia brasileira, a Selic, encerrará 2026 em 14% ao ano. A projeção consta na mais recente edição do Relatório Focus, divulgado pelo Banco Central, que reúne estimativas de instituições financeiras e consultorias sobre os principais indicadores econômicos do país.

A previsão permanece inalterada em relação à semana anterior, mas segue acima da estimativa registrada há um mês, quando a mediana das projeções indicava uma Selic de 13,50% ao final do próximo ano.

Entre as estimativas revisadas nos últimos cinco dias úteis, consideradas mais sensíveis às mudanças no cenário econômico, a expectativa também permaneceu em 14%, reforçando a percepção do mercado de que os juros deverão seguir elevados por um período mais longo.

Para 2027, o Relatório Focus manteve a projeção de uma taxa Selic de 12% ao ano. Apesar da estabilidade na mediana geral, as estimativas mais recentes apresentaram leve redução, passando de 12,25% para 12%, sinalizando uma expectativa de início gradual da flexibilização monetária.

As projeções de longo prazo também permaneceram praticamente inalteradas. Para o fim de 2028, a expectativa segue em 10,50% ao ano, acima dos 10% projetados há um mês. Já para 2029, o mercado manteve, pela nona semana consecutiva, a previsão de uma Selic em 10% ao ano.

Ao longo de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central promoveu três reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros, levando a Selic para o patamar atual de 14,25% ao ano.

Na ata da reunião realizada em junho, o Copom destacou que o cenário econômico ainda exige cautela. O colegiado afirmou que a definição do ritmo e da intensidade dos próximos ajustes dependerá da evolução dos indicadores econômicos, especialmente do comportamento da inflação, reforçando que futuras decisões serão tomadas com base em novas informações para garantir a convergência da inflação à meta estabelecida pelo Banco Central.

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