Paraíba registra 28ª doação de múltiplos órgãos do ano; cinco pacientes serão beneficiados

Doador foi um adolescente de 17 anos atendido no Hospital de Trauma de João Pessoa. Fígado, rins e córneas foram destinados a pacientes que aguardavam por transplantes

A Central Estadual de Transplantes registrou, nesta quarta-feira (12), a 28ª doação de múltiplos órgãos de 2026 na Paraíba. O procedimento foi realizado no Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa e permitirá beneficiar cinco pacientes que aguardavam na lista de transplantes.

O doador foi um adolescente de 17 anos, que estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após sofrer um Trauma Crânio Encefálico (TCE). A morte encefálica foi confirmada pela equipe médica após o cumprimento do protocolo específico para o diagnóstico.

Com a autorização para a doação, foram captados um fígado, dois rins e duas córneas, destinados a cinco pacientes que necessitavam dos órgãos e tecidos.

Paraíba registra nove doações em dois meses

Segundo a diretora da Central Estadual de Transplantes, Rafaela Dias, o número de doações vem apresentando crescimento nos últimos meses. Somente nos dois meses mais recentes, foram contabilizadas nove doações.

Ela atribui os resultados, entre outros fatores, ao investimento na capacitação das equipes que participam de todas as etapas do processo de doação.

“Nós temos investido muito na promoção de capacitações e qualificação de todos os profissionais das Organizações à Procura de Órgãos [OPO] e das Equipes Hospitalares de Doação para Transplante [e-DOT]. Isso tem impacto direto nos resultados positivos das entrevistas familiares, e consequentemente conseguimos tirar mais pessoas da lista de espera”, explicou.

Mais de 800 pessoas aguardam por transplante

Das 28 doações de órgãos registradas na Paraíba em 2026, 15 ocorreram no Hospital de Trauma de João Pessoa.

Desde janeiro, o estado contabiliza 105 transplantes realizados. Apesar dos procedimentos, 811 pessoas ainda aguardam na lista de espera por um transplante na Paraíba.

A doação de órgãos depende da autorização familiar após a confirmação da morte encefálica, tornando fundamental que as pessoas conversem com seus familiares e manifestem em vida o desejo de serem doadoras.

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