Ministro do STJ vem à Paraíba para debater implantação de projeto ‘Casa de Justiça e Cidadania’

Projeto pretende reunir acolhimento, orientação jurídica, mediação de conflitos e Justiça Restaurativa em espaço integrado para ampliar o acesso da população aos serviços

O Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) recebe, nesta sexta-feira (25), o ministro Carlos Augusto Pires Brandão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), para discutir a implantação da Casa de Justiça e Cidadania em João Pessoa.

A reunião está prevista para as 10h, na Sala de Reunião da Presidência do Tribunal, e contará com a participação de magistrados e técnicos do Judiciário paraibano envolvidos na estruturação do projeto.

A proposta é criar na Capital um espaço integrado destinado a facilitar o acesso da população a serviços relacionados à Justiça e à cidadania. A estrutura deverá funcionar como ponto de acolhimento, orientação e encaminhamento dos cidadãos de acordo com as necessidades apresentadas.

Entre os serviços previstos estão mecanismos consensuais de solução de conflitos e práticas de Justiça Restaurativa, além da articulação com órgãos públicos e instituições parceiras.

O projeto busca enfrentar dificuldades que ainda afastam parte da população dos serviços do sistema de Justiça. Entre os problemas identificados estão barreiras econômicas, culturais, territoriais e relacionadas à falta de informação.

Outro desafio apontado é a dispersão dos serviços disponíveis. Em determinadas situações, o cidadão precisa procurar diferentes instituições até descobrir qual órgão é responsável por atender determinada demanda.

A Casa de Justiça e Cidadania pretende concentrar orientações e estabelecer uma rede capaz de encaminhar cada pessoa ao serviço adequado, reduzindo obstáculos para quem necessita de atendimento.

A proposta foi apresentada pela Ouvidoria do Tribunal de Justiça da Paraíba, comandada pela desembargadora Maria de Fátima Bezerra Maranhão, que participará da reunião com o ministro Carlos Brandão.

A iniciativa também pretende estimular alternativas para resolução de conflitos sem que todas as situações necessariamente resultem em processos judiciais. Mediação, conciliação e práticas restaurativas estão entre os instrumentos que poderão ser utilizados conforme as características de cada caso.

A implantação encontra respaldo na Resolução nº 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estabeleceu a Política Judiciária Nacional de Tratamento Adequado dos Conflitos de Interesses.

O projeto também segue diretrizes previstas no Manual de Implementação e Funcionamento das Casas de Justiça e Cidadania, que orienta a criação de estruturas destinadas a ampliar o acesso à Justiça e aproximar instituições públicas da sociedade.

A reunião desta sexta-feira deverá avançar na discussão sobre o modelo de funcionamento e as etapas necessárias para a implantação da unidade em João Pessoa.

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