A tentativa de mediação entre a Caixa Econômica Federal e as entidades representantes dos empregados terminou sem acordo nesta quarta-feira (23). Com a ausência de consenso, a greve dos trabalhadores do banco continua.
A reunião foi conduzida pela Vice-Presidência do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e contou com representantes da Caixa, da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da CUT (Contraf-CUT) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec).
A audiência ocorreu a pedido do Ministério Público do Trabalho (MPT), numa tentativa de aproximar as partes e construir uma solução para as divergências relacionadas à renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).
Apesar das discussões realizadas durante a sessão, banco e trabalhadores não chegaram a um entendimento. A possibilidade de novas negociações, entretanto, permanece aberta, e um acordo poderá ser firmado posteriormente caso as partes alcancem consenso.
A paralisação dos empregados da Caixa começou em 10 de setembro e chegou ao 14º dia nesta quarta-feira. O movimento foi mantido após a categoria rejeitar propostas apresentadas pelo banco durante as negociações.
Segundo as entidades sindicais, a reunião realizada no TST teve caráter de mediação pré-processual. Isso significa que o procedimento busca solucionar o conflito por meio de negociação antes de eventual instauração de um processo judicial para julgamento do impasse coletivo.
Um dos principais pontos de divergência permanece sendo o Saúde Caixa, plano de assistência médica destinado a empregados, aposentados e dependentes.
Entre os pontos apresentados durante as negociações estão mudanças na forma de contribuição para o plano. A proposta discutida retirou a cobrança diferenciada por faixa etária e previa que a Caixa assumisse o déficit referente a 2026.
Para 2027, a proposta previa contribuição do titular correspondente a 3,7% da remuneração-base, além de valores relacionados aos dependentes e limite de contribuição para o grupo familiar.
As entidades representativas dos empregados também apontam divergências relacionadas ao trabalho remoto, carreira, condições dos trabalhadores contratados após 2018 e modelo de atendimento da instituição.
A Caixa afirma que mantém diálogo com as representações dos funcionários e que continua buscando uma solução negociada para o acordo coletivo.
Enquanto a paralisação prossegue, o impacto é maior sobre serviços que dependem diretamente do atendimento dos empregados nas agências.
O banco orienta os clientes a utilizarem, sempre que possível, os canais digitais e alternativos, incluindo os aplicativos Caixa e Caixa Tem, Internet Banking, caixas eletrônicos, casas lotéricas, correspondentes Caixa Aqui e terminais do Banco24Horas.
O atendimento remoto também permanece disponível pelos canais oficiais da instituição.
Com o encerramento da mediação sem consenso, trabalhadores e Caixa poderão continuar negociando. Até que uma nova decisão seja tomada pela categoria ou um acordo seja alcançado, a paralisação permanece em andamento.




