A Paraíba encerrou agosto com saldo positivo de 8.852 empregos formais, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) compilados pela plataforma Data Nordeste, da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), e divulgados nesta terça-feira (29).
No levantamento regional apresentado, Pernambuco registrou o maior saldo, com 13.428 novas vagas, seguido pela Bahia, com 11.647, Ceará, com 9.295, e Paraíba, com 8.852. Todos os nove estados nordestinos terminaram o mês com resultado positivo.
Ao todo, o Nordeste criou 59.356 postos formais de trabalho em agosto, resultado de 352.116 admissões e 292.760 desligamentos. O saldo regional representou 35,8% dos 165.827 empregos criados no Brasil durante o mês e apresentou crescimento de 211,09% em comparação com julho.
Entre janeiro e agosto, os nove estados nordestinos acumulam saldo de 211.915 novos postos de trabalho, equivalente a 18,7% do resultado nacional no período.
A Paraíba apresentou desempenho de destaque principalmente na indústria. O estado criou 4.088 empregos no setor em agosto, o maior saldo entre os estados nordestinos, seguido por Pernambuco, que registrou 3.296 vagas.
Em toda a região, a indústria contabilizou 12.540 novos postos. Desse total, 11.314 foram gerados pela indústria de transformação, correspondendo a 90,2% do saldo industrial nordestino no período.
O setor de Serviços foi o maior responsável pela geração de empregos no Nordeste, com 24.931 novas vagas. Bahia e Ceará lideraram o segmento, com 6.133 e 5.267 postos, respectivamente. Educação respondeu por 5.998 empregos, enquanto as atividades de Saúde Humana e Serviços Sociais criaram outras 4.456 oportunidades.
Somados, Serviços e Indústria foram responsáveis por 37.471 novos empregos, o equivalente a 63,1% do saldo registrado na região durante agosto.
A Agropecuária também apresentou resultado expressivo, com 9.645 postos. Pernambuco liderou o setor, com 2.981 vagas, seguido pelo Rio Grande do Norte, com 2.620. A Paraíba apareceu na sequência, registrando saldo de 1.265 empregos.
Na Construção, o Nordeste contabilizou 7.354 novas vagas, com os maiores resultados no Ceará, Pernambuco e Bahia. Já o Comércio terminou agosto com saldo positivo de 4.888 postos formais.
Considerando toda a área de atuação da Sudene — que inclui os nove estados do Nordeste e municípios do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo — foram criados 59.747 empregos formais no mês. No Semiárido, o saldo chegou a 23.907 vagas, enquanto os municípios inseridos no bioma Caatinga registraram 23.079 novos postos.
Os dados também mostram diferenças no perfil das contratações. Os homens responderam por saldo de 40.160 empregos, enquanto entre as mulheres foram contabilizadas 19.196 vagas. A remuneração média dos admitidos ficou em R$ 2.117,17 para os homens e R$ 1.999,38 para as mulheres.
Os trabalhadores com ensino médio completo concentraram o maior saldo por escolaridade, com 34.440 novas vagas. Por idade, o principal resultado ocorreu entre jovens de 18 a 24 anos, grupo responsável por 26.738 postos formais de trabalho criados em agosto.




